Tecido Acrobático e Superação! Aerial Silks and Overcoming!

Conheça histórias de vida inspiradoras de como o tecido acrobático ajudou pessoas a superarem dificuldades. Get to know inspiring life stories now about how acrobatic fabric has helped people overcome difficulties.

(english version below)

Desde quando comecei a falar um pouco das minha impressões sobre o tecido acrobático, suas dificuldades, seu lado bom, as coisas engraçadas que acontecem, eu recebo comentários de pessoas que também tem a mesma opinião. Todo mundo sabe que tanto a arte quanto o esporte são poderosas ferramentas de transformação na vida das pessoas. E olha que curioso: o tecido é um pouco dos dois! E então eu pensei: Com certeza existem pessoas por aí que passaram ou estão passando por dificuldades e que encontram no tecido uma fonte que as move profundamente fazendo-as se superarem. E nesse primeiro post de 2018, trago para vocês algumas histórias inspiradoras que recebi <3

Andrew teve problemas com ansiedade e depressão por conta do estresse de trabalho + faculdade. Cobranças e pressão na vida profissionais o levou a detectar uma gastrite nervosa no fim de 2010. Por trabalhar com a lógica e imaginação, não podia tomar calmantes e recomendaram que ele encontrasse um hobby para relaxar e cansar o corpo. Então ele começou a fazer várias atividades na busca desse “hobby perfeito”. Desde levantamento de peso, corrida, pole dance e até arco e flecha. Mas nada disso realmente flechava seu coração.
Em 2012, Andrew conheceu o tecido acrobático e começou a fazer aulas, mas a escola era focada em treino pesado e competitividade. Por sempre ter sido sedentário, tinha dificuldades e se sentia ainda pior, o que o fez largar as aulas.
Em 2014 ele encontrou um novo espaço com uma metodologia mais fluida, interna, sem muitas cobranças e desde então sua vida mudou. Ali, ele teve a oportunidade de se desenvolver a até a dar aulas e ajudar outras pessoas através do tecido. A atividade o ajudava a tirar os pensamentos ruins, aumentar a auto confiança e auto estima.
Em 2015 Andrew saiu deste trabalho para se dedicar mais aos estudos e ter mais tempo para praticar tecido acrobático. No final de 2016 recebeu uma proposta para ir para Portugal e junto com sua professora (que se tornou uma grande amiga), encontraram o Instituto Nacional de Artes do Circo (INAC), onde ele fez audições para um curso profissional de Circo Contemporâneo e foi aprovado!!!!
Hoje, Andrew está terminando o primeiro trimestre desse curso, com a maior felicidade do mundo! Ele vai estudar a fundo o tecido acrobático por mais 2 anos e voltará ao Brasil para espalhar mais e mais essa arte que mudou sua vida.

Iri mora no Acre. O Acre, como todos sabem, é um estado distante dos chamados grandes centros, onde tudo acontece. Mas por incrível que pareça, ele também praticam tecido acrobático! A Iri conheceu a prática através da postagem de uma amiga e se apaixonou à primeira vista (que nunca, não é mesmo). Iri começou aos 38 anos (bem vinda ao clube das “veínhas”. Eu comecei com 27 e já achava que estava velha pra isso. Vai vendo…) Hoje, Iri está com 40 e dá aulas de tecido em sua cidade. O tecido acrobático a ajuda a manter o peso, definiu seu corpo e sobretudo age como uma terapia. “Quando estou lá em cima, me liberto de pensamentos intrusos, paranóias se vão e me purifico, sabe…”. “Também associei meus treinos à yoga, que se tornou outra paixão”. Uma sagitariana de 40 anos que nunca se sentiu tão em forma por dentro e por fora.

“Meu sentimento pela prática do tecido pode ser definido com a palavra: GRATIDÃO”

Então conheça agora a Alessandra, de Brasília. Ela tem 45 anos e pratica tecido acrobático há um ano e uns dois meses mais ou menos. A primeira vez que viu uma apresentação, Alessandra se apaixonou.
Ela sempre gostou de esportes e até os 18 anos praticou de tudo um pouco, mas não levava nada muito a sério ou por muito tempo. Ballet, natação, kung fu, capoeira, vôlei, basquete… quando chegou o vestibular, ela acabou deixando as atividades físicas em segundo plano. Entrou pra faculdade, casou cedo, teve filho com 20 anos. Deixou os exercícios de lado dos 18 até aproximadamente os 30 anos, quando entrou na academia, mesmo não gostando. Com 30 e muitos ela resolveu fazer ballet para adultos, mas com os horários cruéis do trabalho, não conseguia ser assídua como gostaria. Então a vida a levou a parar novamente, durante uma fase difícil de muito estresse no trabalho, depressão, falta de motivação…
“Estava doida pra voltar a praticar qualquer coisa, tentei várias: voltar pra capoeira, nadar, remar, mas nada me segurava muito tempo. A motivação não era o bastante. Nessa época assisti uma apresentação de Tecido Acrobático. Não lembro bem onde foi, mas fiquei encantada! Não conseguia tirar da cabeça”.
Alessandra ficou um tempão procurando um local com horários compatíveis com o seus até que encontrou um curso de verão, onde aprendeu um monte de coisas. “Em Setembro passeando com meus cães, encontrei um folheto no chão de uma escola de acrobacias aéreas aqui pertinho de casa. Nem acreditei! Tinha acabado de abrir. E a professora que tinha me dado aula na outra academia estava lá! Fiz matrícula sem nem pensar.” (ahhhhhhhhh o destino agindo aí).
“A prática é um desafio para mim. Não sou alongada, e para pessoas de mais idade o resultado é muito mais lento, sei disso. Não me importo. Tenho também um pouco de medo de me machucar, mas só porque assim como o alongamento demora, a recuperação de uma lesão, pra mim, também não é fácil. Mas tomo cuidado, estou sempre atenta.” (te entendo migs)

“Não perco por nada minhas aulas. Mesmo quando cansada, desanimada, triste até, insisto e vou pra aula. Sempre vou embora melhor do que entrei”.

Marina tem 15 aninhos e mora em Campinas, interior de São Paulo. Começou a praticar tecido acrobático em 2015, com 13 anos (aiii geeente). Ela já tinha feito natação, violão, ballet, hip hop e jazz, mas nenhuma dessas atividades mexeu com seu coração. Já na aula experimental de tecido, se apaixonou. Nos 2 primeiros mesas, ela conta que teve muita dificuldade, tanto com os movimentos quanto com o subir no tecido em si.
Mesmo com as dificuldades, Marina fez sua primeira apresentação. No ensaio as coisas davam errado e ela se sentia envergonhada por não conseguir fazer “o básico”. Com a ajuda do professor e os ensaios, deu tudo certo. Daí pra frente, foi só evolução. Nesse ano, ela realizou “todos os sonhos de coreografia no tecido”, quando sua professora colocou sua queda favorita (uma e meia / desenrolada) na sua sequencia.
Mais ou menos um mês antes de sua apresentação, Marina descobriu que estava com transtorno de ansiedade e depressão, o que a deixou muito abalada.

“Muitas pessoas pensam que tanto a ansiedade, mas principalmente a depressão só te fazem chorar e ficar triste, mas não é assim, ambas as doenças tiram sua vontade de fazer as coisas, até mesmo o que mais gosta, e isso te deixa para baixo”.

E foi o que aconteceu. Ela começou a deixar coisas que gostava de lado, seja ir a uma festa, dançar na festa junina da escola ou até mesmo fazer uma viagem com a classe.
“Mas no meio de tudo isso teve uma coisa que eu realmente não me permiti desistir. Eu falei para mim mesma que eu podia deixar tudo de lado, mas o tecido, nunca. Mesmo tendo ataques de ansiedade até durante as aulas, quando eu estava no tecido eu não sentia nada. Não sentia a agonia, o nervosismo, a tristeza, ou até mesmo os problemas. Tudo que eu estava fazendo só dependia de mim, e sempre que eu subia, o quanto fosse, ou fizesse diferentes movimentos, sempre foi como se eu estivesse voando, e em certas vezes eu nem percebia que fazia o movimento, porquê sempre me senti tão bem fazendo aquilo”.
Marina estava fazendo tratamento e na semana da apresentação, teve várias crises de labirintite. Ao conversar com sua professora, deciciu não se apresentar. No dia da apresentação, ela foi assistir sua irmã. E foi uma dor no coração. Ela queria muito estar lá e poder mostrar sua evolução, fruto de todo seu esforço. “Até que na semana seguinte, decidi pedir para a professora para que eu pudesse apresentar no 2º dia de apresentações, e ela disse que tudo bem, e por sorte consegui ensaiar minha coreografia um dia antes da apresentação, já que tinha aula no dia e tinha ficado quase 2 semanas sem treinar, e realmente, no ensaio tudo saiu ótimo, todas as quedas saíram bonitas, com ponta de pé e no tempo da música . No dia seguinte me apresentei e assim como no ensaio tudo deu certo, e o mais estranho disso foi que nos dois anos anteriores eu sempre estava morrendo de medo na hora de me apresentar, mas nesse eu estava extremamente calma, mesmo tendo tantos problemas logo antes do grande dia, e é realmente incrível se sentir seguro consigo mesmo e com o que você pode fazer”.

“Para mim, o tecido é uma inspiração, uma paixão, algo que eu nunca abrirei mão, porque não é apenas um passa tempo ou um esporte, é a forma como eu consigo me conectar comigo mesma, e estar em total paz. Foi no tecido que me segurei quando estava prestes a desmoronar e não me permiti soltar, o que me trouxe até onde estou hoje, junto ao orgulho que tenho do que faço. E assim como foi minha experiência no tecido, espero que esta arte possa ser a ajudar e ser a paixão de muitas mais pessoas, porque é simplesmente algo maravilhoso!”

Alguns de vocês devem conhecer a Erin. O instagram dela foi um dos que eu conheci logo que criei a conta do Akroholic no instagram. Sempre a admirei, por ver as coisas que ela faz no tecido, mesmo tendo as pernas amputadas. Sim, foi isso mesmo que você leu. E agora, com esse post especial que estou escrevendo, tive a oportunidade de conhecer sua história.

photo by Craig Meschino

Erin Ball é canadense e mora em Ontário. Entrou no circo há mais de 10 anos. Começou com acrobalance e lira e depois descobriu os outros aparelhos aéreos. Erin se apaixonou pelo trapézio estático e encontrou seu caminho no tecido acrobático. Alguns anos depois começou a dar aulas e abriu um studio. Treinar e ensinar foi o que ela fez a maior parte da sua vida. Ela também se apresentava.
Em março de 2014, Erin passeava em uma floresta no Canadá. Estava cheio de neve e seus pés ficaram molhados. Ela não percebeu o quão rápido o congelamento poderia acontecer. Ela sentou por um tempo com os pés molhados e eles ficaram completamente dormentes. Quando tentou se levantar, não conseguia andar. Erin tentou rastejar para fora da floresta e se perdeu. Ficou inconsciente e passou 6 dias (SEIS DIAS) até ser encontrada por um cão policial e ser resgatada de helicóptero pelos bombeiros. A temperatura do seu corpo era de 19 graus (normalmente temos 36, 37 graus) e não sabiam se ela sobreviveria. Ela sobreviveu, recuperou sua consciência, mas ainda não sentia os pés. Ela não queria amputá-los e eles foram ficando cada vez piores. Ela estava confusa. Em junho de 2014, ela precisou ter as pernas amputadas, cerca de 8 centímetros abaixo dos joelhos. Sua depressão piorou e Erin tentou suicídio. Ela tinha certeza que não seria capaz de fazer circo, então não queria mais viver. Erin ficou no hospital até fevereiro de 2015, com tratamentos médicos e psiquiátricos. Ela não tinha mais esperanças e não sabiam mais o que fazer.
Com o passar do tempo e de passar por todo aquele sofrimento, Erin decidiu viver. “Para mim, a vida inclui o movimento e acima de tudo, o circo. Eu não conhecia ninguém que tivesse seus membros amputados e fizesse circo. Mas não importava, eu estava decidida. (Eventualmente encontrei outras pessoas que estavam fazendo isso também.)”

photo by Tim Miller

“Aprendi a caminhar sobre as pernas de prótese enquanto eu aprendia a voar. Eu me atraí muito mais pelo tecido acrobático do que pelo trapézio por várias razões; Eu estava treinando em um espaço com tetos baixos e, mais importante, era mais fácil usar o tecido que envolvia meu corpo em vez de tentar movimentar meu corpo em torno de uma barra que não mover. Eu ainda tinha algumas habilidades no trapézio, mas algumas delas simplesmente não funcionavam. O tecido, porém, me permitiu fazer muita coisa. Eu posso fazer a maioria das coisas que eu costumava fazer no tecido e muito mais. Encontrar formas diferentes ou caminhos diferentes me permitiu desenvolver muitos movimento interessantes e criativos no tecido.
O treinamento me ajudou a encontrar um estado de espírito mais equilibrado. Isso me deu uma razão para continuar. Eu estabeleceria objetivos e trabalharia duro para alcançá-los. Eu estava em uma cama de hospital por quase um ano e todas as minhas forças haviam desaparecido. Eu estava recomeçando e vendo o progresso e isso me mostrou que era possível me continuar progredindo. Eventualmente, comecei a explorar os usos criativos para minhas próteses de pernas e diferentes anexos das pernas. Comecei a me apresentar de novo. Utilizei canhões de confete como anexos de perna, coloquei luzes nas pernas, fiz todos os tipos de terror e cenas de tipos de tipos, fotos etc. Encontrei o lado ridículo e bem-humorado da situação, o que mantém as coisas claras e divertidas. Eu fiz muitas conexões e amigos valiosos através da comunidade de circo. Sendo parte da comunidade, treinando e me apresentando, ganhei muito mais do que jamais poderia colocar em palavras”.

“Hoje, além de me apresentar, estou transmitindo o que descobri a outros amputados e professores que trabalham com amputados. Eu acredito que o circo pode fazer tanto por tantas pessoas. Que honra poder compartilhar meu conhecimento com os outros”.

Photo by David Orlando

E esta é Soni Razdan, ela tem 21 anos e uma fusão espinal completa. Ela começou a praticar tecido aos 18 anos e depois trapézio, lira, sling, corda e straps.

“Eu nasci com escoliose severa de dupla curvatura (curvatura espinhal) e precisei fazer uma cirurgia corretiva quando eu estava no ensino médio. Antes disso, eu dançava e cavalgava – eu conhecia o tecido acrobático, mas nunca pensei em experimentá-lo. Comecei a praticar tecido um ano depois. Ficar de cabeça para baixo fez bem às minhas costas, fortaleceu meus músculos e abriu um mundo totalmente novo artisticamente. Em 2016, minha fusão vertebral quebrou e eu tive uma segunda cirurgia para substituir o hardware (varas e parafusos). Ocorreram muitas complicações com essa cirurgia, incluindo infecções e um ataque de depressão. A vontade de voltar a voar foi o que me fez passar por um dos momentos mais difíceis da minha vida. Definir objetivos para a prática dos aéreos, como ficar forte o suficiente para retornar e desenvolver diferentes habilidades, me ajudou a recuperar fisicamente e mentalmente até o ponto em que eu quase voltei para onde eu estava antes da segunda cirurgia. Na verdade, eu chorei na primeira vez que voltei ao tecido acrobático”.

“Agora estou embarcando numa nova jornada onde ensino “tecido adaptado” para que outras pessoas com deficiências e lesões possam experimentar a confiança que o aéreo me deu”

Alguns anos atrás, Mel Stevens sofreu uma lesão na medula espinhal ao dar à luz ao seu filho mais novo, o que resultou em uma paralisia parcial. Durante anos, ela se esforçou para se readaptar à sociedade e voltar ao emprego. Ela era dançarina e modelo. Ela se reinventou (trabalhando como Health and Social Care trainer), mas não estava feliz. Ela teve distrofia muscular, ganhou peso e o cansaço dominava sua vida.

“Quando me apresentava, eu dizia “eu era dançarina…”. Esta foi minha vida por quase uma década. Havia tanto “eu gostaria tanto de poder fazer isso ou aquilo…”. Então, um dia, eu deixei de explicar por que não conseguiria fazer coisas, e eu apenas comecei a dizer SIM”.

 

As vezes ela nem sabia para o que estava dizendo “sim”, mas sabia que seria muito mais divertido do que se ela dissesse “não”. O primeiro ‘Sim’ veio em junho de 2012, quando  pediram para ela realizar um evento aéreo para uma empresa chamada ‘Graeae’. Ela achou que seria algo relacionado a drones … Mas não era isso, mas ela achou maravilhoso entrar no desconhecido. O fato é que ela seria suspensa por um guindasta, a 30 metros acima da casa da Rainha Elizabeth, em Londres, como parte de um trabalho para promover os jogos paraolímpicos, junto com outras 41 pessoas, a maioria com deficiências físicas, cada um deles, únicos. Isso aconteceu há 4 anos atrás.
Desde então, Mel se tornou instrutora profissional de aéreos com qualificação para trabalhar com a ancoragem desses aparelhos, se apresentou internacionalmente como solista, trabalhou com alguns dos maiores e mais pioneiros circos do mundo. Além de ter ciado sua própria empresa, a ‘Aim To Fly UK’, formou-se na escola Circus – Circomedia com muito conhecimento de desempenho.

Mel Stevens, já deu até entrevista para a BB News UK explicando como tudo aconteceu. Aqui tem um vídeo sobre o seu projeto “AIM TO FLY”. Seu blog é cheio de textos e relatos.

 

Espero que esses relatos inspiradores ajudem outras pessoas a superarem momentos difíceis e a acreditarem sempre em si. Eu quero agradecer, do fundo do meu coração, a todos que se dispuseram a falar de suas dificuldades para participar deste post.

Uma das coisas mais incríveis que o Akroholic me deu foi a oportunidade de conhecer pessoas de todos os tipos, de todas as partes do mundo, de saber um pouco de cada uma delas e de conhecer histórias tão incríveis e inspiradoras.

Nunca desista do que te faz bem, do que te alegra, te move, te joga para a frente. Seja gentil com os outros. Você não sabe sobre o caminho que eles estão percorrendo. Não esteja aqui para ser melhor que o outro. Esteja aqui para ser melhor para o outro.

Somos mais fortes juntos. Uns pelos outros.
Ubuntu! Eu sou porque nós somos!

 

———————————————- English Version ———————————————-

Since when I started to talk a little about my impressions about the aerial silks, the difficulties, the “good side”, the funny things that happen, I get comments from people who also have the same opinion. Everyone knows that both art and sport are powerful tools of transformation in people’s lives. And look how curious: the fabric is a bit of both! And then I thought: Surely there are people out there who are experiencing difficulties and who find in the aerial silks practice a source that moves them deeply making them overcome. And in this first post of 2018, I bring you some inspiring stories that I received <3

Andrew had problems with anxiety and depression because of stress from work + college. A lot of pressure in his professional life led him to detect a nervous gastritis in late 2010. By working with logic and imagination, he couldn´t take painkillers and recommended to him to find a hobby to relax and tire the body. So he started doing various activities in pursuit of this “perfect hobby.” From weight lifting, running, pole dancing and even archery. But none of it really touched his heart.
In 2012, Andrew met the aerial silks and started taking classes, but the school was focused on heavy training and competitiveness. Because he had always been sedentary, he had difficulties and felt even worse, which made him drop classes.
In 2014 he found a new school with a more fluid methodology, internal, without many charges and since then his life has changed. There, he had the opportunity to grow up, to teach classes and help others through the silks. The activity helped him to take away bad thoughts, increase self-confidence and self-esteem.
By 2015 Andrew left this job to devote himself more to studies and take more time to practice aerial silks. At the end of 2016 he received a proposal to go to Portugal and with his teacher (who became a great friend), they met the National Institute of Circus Arts (INAC), where he auditioned for a professional course of Contemporary Circus and he was approved!!!!
Today, Andrew is finishing the first quarter of this course and he is so so so happy! He will study the aerial silks for another 2 years and will return to Brazil to spread this art that has changed his life more and more.

Iri lives in Acre, a state far from the great centers, where everything happens. But yes, they he also practice aerial silks! Iri met the practice by friend´s post on social media and fell in love. Iri started at age 38. Today, Iri is 40 and teaches silks classes in her hometown. The aerial silks helps her to maintain the weight, defines her body and above all is a therapy. “When I’m up there, I break free of intrusive thoughts, paranoia goes away and I purify myself. I also associated my training with yoga, which became another passion.” A 40 year old Sagittarian who has never felt so fit inside and outside.

“My feeling for the practice of silks can be defined with one word: GRATITUDE”

Alessandra is from Brasilia. She is 45 years old and has been practicing aerial silks for a year and a couple of months. The first time she saw a presentation, Alessandra fell in love.
She always loved sports and until she was 18 she practiced everything a little, but she didn´t take anything too seriously or for long. Ballet, swimming, kung fu, capoeira, volleyball, basketball … when it came to the entrance exam for college, she stoped practicing physical activities.
She went to college, got married early, had a baby when she had 20-year-old. She left the exercises from 18 to about 30 when she started the gym, even though she didn´t like it. With more than30 y.o.  she decided to do ballet for adults, but with the cruel hours of work, couldn´t be assiduous as she would. Then life drove her to stop again, during a difficult period of her life with stress at work, depression, lack of motivation …
“I was crazy to go back to practicing anything, I tried several activities: to go back tocapoeira, to swim, running, but nothing held me for long. The motivation was not enough. At that time I saw a showcase of aerial silks. I can´t remember where it was, but I was delighted! I could not get it out of my head. ”
Alessandra spent a long time looking for a place with hours compatible with hers until she found a summer course, where she learned a lot of things. “In September, walking with my dogs, I found a paper on the floor of an acrobatic school close to my home. I couldn´t believe! It had just opened. And the teacher who had taught me at the other gym was there! I did the registration without even thinking. The practice is a challenge for me. I am not elongated, and for older people the result is much slower, I know that. I don´t care. I’m also a bit afraid of getting hurt, but just because stretching takes a long time, recovering an injury for me is not easy either. But I’m careful, I’m Always pay attention”.

“I don´t lose my classes for any reason, even when I´m tired, discouraged, even sad, I insist and I go to classes, and I always leave better than I was”

Marina is 15 years old and she lives in Campinas, São Paulo (Brazil). She started practicing aerial silks in 2015, at age 13. She had already done swimming, guitar, ballet, hip hop and jazz, but none of these activities stirred her heart. Already in the experimental class of silks, she fell in love. In the first 2 months, she says she had a lot of difficulty, both with the movements and with the climbing silks.
Even with the difficulties, Marina made her first showcase. During the rehearsal things went wrong and she felt ashamed for not being able to do “the basics”. With the help of her teacher and the rehearsals, everything worked out. From then she just had evolution. In that year, she performed “all the dreams of choreography on the silks”, when her teacher put her favorite drop on her sequence.
About a month before her presentation, Marina discovered that she had anxiety and depression, which left her very sad.

“Many people think that both anxiety, but mainly depression only make you cry and become sad, but both diseases take away your desire to do things, even what you like, and it drops you down “

And that’s what happened. She started to leave things she liked aside, go to a party, dancing or even travel. “But in the middle of this mess, there was something that I didn´t really allow myself to give up. I told myself that I could leave everything aside, but never the silks. Even with anxiety attacks even during the class, when I was in the tissue I didn´t feel anything. I don´t feel the agony, the nervousness, the sadness, or even the problems. Everything I was doing only depended on me, and whenever I climbed, whatever it was, or made different movements, it was always as if I were flying, and sometimes I didn´t even realize I was doing the movement, because I always felt so well doing that”.
Marina was doing treatment and in the week of the showcase, she had several bouts of labyrinthitis. When talking to her teacher, she decided not to perform. On the day of the presentation, she went to watch her sister. And it was a pain in her heart. She wanted very much to be there and to be able to show her evolution. “Until the following week, I decided to ask the teacher if I could perform on the 2nd day of the showcase, and she said okay, and luckily I was able to rehearse my choreography one day before the showcase, since I had spent almost 2 weeks without training. During the rehearsal everything went great, all the drops went beautiful, with point of toes and in the time of the music. The next day I performed and, just like as in the rehearsal, it all worked out. And the strangest thing was that in the previous two years I was always terrified to perfomem, but now I was extremely calm even though I had so many problems right before of the big day, and it’s really amazing to feel secure with yourself and what you can do”.

“For me, aerial silks is an inspiration, a passion, something that I will never give up, because it is not just a hobby or a sport, it is the way I can connect with myself, and be in total peace. It was in the silks I held when I was about to fall apart and I didn´t allow myself to let go, which brought me to where I am today, along with the pride I have of what I do. And just as it was my experience in the silks, I hope this art can help and be the passion of many more people because it is simply something wonderful! “

Some of you must know Erin. Her instagram was one I met as soon as I created the Akroholic account. I always admired her, to see the things she does in the fabric, even though her legs are amputated. Yes, that’s what you read. And now, with this special post I’m writing, I had the opportunity to get to know your story.

photo by Craig Meschino

Erin Ball is canadian and lives in Ontario. She got into circus over 10 years ago. She started with acrobalance and hooping and then discovered aerial arts. She fell in love with static trapeze and eventually found her way to silks. She began teaching a few years later and opened a studio. Training and teaching was the majority of her life. And she was also performing.

“In March 2014, I went for a walk in the woods in Canada in the snow and my feet got wet. I did not realize how quickly frostbite could occur and I sat for awhile with wet feet and they went completely numb. When I went to leave, I could not walk on them. I ended up trying to crawl out of the woods but I got lost. I fell unconscious and spent six days out there before being found by a police dog and then being rescued by firefighters and a helicopter. My body temperature was 19 degrees celsius (normally 37.5) and it was not clear if I was going to survive. Once I made it to the hospital, my chest was opened up and I was pumped full of warm fluid to slowly re-warm my body. I survived but when I finally regained consciousness, I still could not feel my feet. I was eventually shown my feet and they were beyond anything I had ever seen. I was totally against having them removed and they got worse and worse. I was quite messed up, physically and mentally. In June 2014, my lower legs were amputated, about 8 centimetres below my knees. My depression worsened and I became suicidal. I was certain that I would not be able to do circus so what was the point? I spent until February 2015 in the hospital, back and forth between the medical and psychiatric floors. I had given up hope and no one knew what to do. Eventually, when enough time passed and I did the grieving that I needed to do, I made a decision to live. For me, living includes moving and most of all, circus. I did not know anyone who had their limbs removed and definitely not who did circus. It did not matter because I had made up my mind. (Eventually I found others who were doing it as well.)

photo by Tim Miller

I learned to walk on prosthetic legs as I relearned how to fly. I found myself much more drawn to the silks than trapeze for several reasons; I was training in a space with low ceilings and more importantly, it was easier to use the fabric that wrapped around my body instead of trying to wrap my body (with it’s new parts that do not move or bend) around a bar that does not move. I could still do some skills on trapeze but some of them just did not work. Silks however have allowed me to do so much. I can do most things that I used to be able to do with silks and so much more. Finding different wraps or different pathways has allowed for so much interesting and creative movement on the silks.

Training helped me find a more balanced state-of-mind. It gave me a reason to keep going. I would set goals and work hard to achieve them. I had been in a hospital bed for almost a year and all of my strength was gone. I was starting from square one but seeing progress and showing myself that it was possible kept me moving forward. Eventually I started to explore creative uses for my prosthetic legs and different leg attachments. I began performing again. I have used confetti cannons as leg attachments and smoke grenades, I have put lights in my legs, done all kinds of horror-scene-type of acts and photo shoots and so much more. I have found the ridiculous and humorous side of the situation and it keeps things light and fun. I have made so many valuable connections and friends through the circus community. Being a part of the community, training and performing has given me more than I could ever put into words.

“Today, in addition to performing, I am passing on what I have discovered to other amputees and teachers who are working with amputees. I believe that circus can do so much for so many people. What an honour to be able to share my knowledge with others”

For more info, check out www.kingstoncircusarts.com (there is info about my course that I now offer for teachers working with amputees in the Teaching Resources section). You can also follow me on instagram @erinballcircus or Facebook: Erin Ball, Circus Artist and Coach. “

Photo by David Orlando

And this is Soni Razdan, she is 21 and have a full spinal fusion (at 16 and 19). She started silks at 18 and had now added trapeze, lyra, sling, rope, and straps.

“I was born with severe double-curved scoliosis (spinal curvature) that got bad enough to need corrective surgery when I was in high school. Before that, I danced and rode horses – I knew of silks, but had never thought to try them. I didn’t get on the silks until a year later. Going upside-down felt great on my back, strengthened those muscles, and opened up a whole new world artistically. In 2016, my spinal fusion broke and I had a second surgery to replace the hardware (rods and screws). There were a whole lot of complications with that surgery, including infections and a bad bout of depression. The drive to get back in the air was what got me through one of the roughest times of my life. Setting aerial goals, like getting strong enough to return to different skills, helped me recover physically and mentally to the point where I’m almost back to where I was before the second surgery. I actually cried after my first time back on silks. Now, I’m embarking on a journey into teaching adaptive aerials so that other people with disabilities and injuries can experience the confidence that aerials has given me.”

The photo above is the representation of the journey of Mel Stevens “Some years ago I suffered a spinal cord injury whilst giving birth to my youngest son, which resulted in me suffering partial paralysis. For years I struggled to fit into society and return to employment, which for me was a dancer and model.
I reinvented myself as a Health and Social Care trainer, but wasn’t happy. I was suffering muscular dystrophy, gaining weight, and fatigue was dominating my life. when I introduced myself I often ended with  “…..I used to be a dancer”
This was my life for almost a decade. There was so much ‘I wished I could do’.
Then one day, I stopped explaining why I couldn’t do things, and I just started saying YES.
I didn’t always understand what I was saying yes to, but I knew I was going to have a darn sight more fun than I was having saying no.
The First ‘Yes’ came in June 2012, when I was asked to perform in an aerial event for a company called  ‘Graeae‘. I assumed it was something to do with radio control drones of sorts…… I was wrong, and how wonderful it felt to go into the unknown.
It turns out I was going to suspended from a crane, 30ft above the Queen Elizabeth House in London as part of the Paralympic games promotional works, along with 41 other people, most with physical impairments, every one of us unique. That was almost 4 years ago.
Since then, I have become a qualified aerial instructor and rigger, performed internationally as a soloist, worked alongside some of the greatest performers and pioneers within the circus world today, as well as build my own company ‘Aim To Fly UK’. In a few weeks I graduate from Circus school – Circomedia with tons more performance knowledge.
So you see, lot’s happened in a few years of saying ‘Yes’ so I thought it would be nice to share, where I go from here, and how I get there”.

Mel Stevens, has even given an interview to BB News UK explaining how it all happened. Here is a video about her project “AIM TO FLY”. Her blog is full of stories.

 

I hope these inspiring stories help others overcome difficult times and believe in themselves. I want to thank, from my heart, all who were willing to talk about their difficulties to be part of this post.

One of the most incredible things that Akroholic has given me is the opportunity to meet people of all kinds, from all over the world, to know a little of each one of them and to know such incredible and inspiring stories.

Never give up of what makes you feel good, what makes you happy, what moves you, throws you forward. Be kind to others. You don´t know about the path they are going through. Don´t be here to be better than others. Be here to be better to others.

We are stronger together. For each other.
Ubuntu! I am because we are!

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